Uma Série de Ronald Onhas
(C) Todos Os Direitos Reservados.
- Eu sabia que você
também era um sentido – diz Sam.
-Sentido? Nome criativo.
Adorei – diz Roni.
- Deve ser irado ler
pensamentos né? – pergunta Marce.
- Deve ser igual correr
mais rápido que um carro e ter ainda ser de borracha – diz Roni.
- Como você ... ? –
pergunta Marce.
-Você não para de pensar
nesses seus poderes. Eles estão gritando no seu cérebro – diz Roni, provocando
risos nas meninas.
- Você não sabe quem
veio lhe visitar ... – diz Sam, fazendo mistério.
-O Bruno? – pergunta
Roni, surpreso.
- Sim – diz Sam,
reparando na felicidade de Roni.
- Meninas, me contem
tudinho que aconteceu. Parem de ficar pensando, senão minha cabeça estoura.
Botem para fora. Alan ! Pare de ficar se escondendo atrás das meninas. Fico
muito feliz em ver você com a gente – diz Roni, animado.
- Quanto tempo estou
nesse hospital? – pergunta Roni.
- Uns dois meses já –
diz Alice.
- Estou louco para sair
desse quarto. Eu quero vida. Eu quero minha casa – grita Roni abraçando as
amigas.
- Roni, vou te contar
uma coisa. Mas não fique convencido – diz Sam.
- O que foi Sam? – pergunta
Roni.
- A escola não tem graça
sem você – diz Sam.
- Eu sei disso – diz
Roni, rindo.
( Na casa de Roni)
Roni sai do carro e
abraça sua tia.
- Que saudades da minha
casa. Parece que dormi durante mil anos – diz Roni subindo as escadas de sua
casa.
- Meu filho mau criado –
diz a tia de Roni. Como eu rezei por esse dia. E ute amo filho.
- Eu também te amo muito
tia – diz Roni emocionado.
No dia seguinte ...
( De manhã ) ( Na escola)
Roni e as Sentidos
entram na escola juntos. Todos olham, param e dão “oizinhos” para Roni. Roni vê
Bruno conversando com Marina, em frente a turma dos dois.
- Que garota idiota.
Fica dando em cima do Bruno, mesmo tendo namorado. Se o namorado dela souber
–diz Roni irritado.
- O que vocês está pensando
em fazer? – pergunta Sam, curiosa.
- Tive uma ideia melhor.
Que tal saber os pensamentos deles? – pergunta Roni, rindo. Roni concentra-se
na conversa dos dois. De repente, Roni entra na sua turma ás pressas.
- O que aconteceu com
ele? – pergunta Alice, preocupada.
- Nada. É só amor – diz
Sam.
Sam aproxima de Roni,
que está chorando.
- O que foi? Você
escutou algum pensamento dele que não queria escutar? – pergunta Sam.
- Foi pior. Eu sou
idiota, nem tive coragem de ler os pensamentos dele. Eu tenho medo – diz Roni,
chateado.
- Não fique assim –diz
Pâm, o abraçando.
Mary, com sua cara de
simpática, entra na sala.
- Então, o senhorzinho
voltou. Mas um para completar o time de vocês né? – diz Mary, com seu tom
arrogante e jeito rude de ser.
- Eu assisti uma aula
sua, você não pode falar assim comigo. Você nem me conhece. Eu passei dois
meses em coma no hospital, super animado para voltar as aulas. E vem você, uma
professora mau humorada, implicar comigo. Se toca – diz Roni irritado. A turma
toda fica surpresa.
- Garoto, seu abusado.
Me respeite. Eu que mando nessa sala, abaixe a sua voz para falar comigo. Ande,
sai da minha aula. Vá assinar uma advertência –grita Mary, enfurecida.
- Bruxa – diz Roni,
fazendo língua para a professora.
Roni fica na coordenação
lendo os pensamentos melancólicos do coordenador.
- Que saco. Posso voltar
para a sala, já vai bater o sinal da segunda aula – diz Roni.
- Ainda não bateu o
sinal – diz o coordenador levantando e tocando o sinal. – Não quero te ver na
minha sala de novo.
- Tchau – diz Roni,
correndo em direção as meninas que bebem água no bebedouro.
- Marce, agora eu sei o
porquê das suas aulas de reforço para a turma toda. Ninguém aprende nada com
aquela bruxa falando – dispara Roni.
Alan se aproxima deles.
- Nossa Alan! Para que
tanta pressa? – pergunta Roni.
- Essa semana teve outro
acidente. E com isso mais cristais, meteoritos e bioquímicos por aí.... – diz
Alan empolgado.
- E daí? – pergunta
Roni, o cortando.
- Só que o município
está querendo usar os meteoritos como estudo, para ficarem expostos para a
população em locais de fácil acesso.
- E daí? – pergunta Roni
novamente.
- A maioria das escolas
irá receber algum tip ode material meteórico para ser trabalhado nos
laboratórios de ciências. E daí que vocês não sabem onde está o cristal mais
próximo – diz Alan.
- Onde? Procura aí no
Google maps – pede Sam.
- Não precisa. O cristal
está no nosso lado. Olhem – diz Alan, apontando para a sala do diretor.
Sam vê o diretor
guardando o cristal dentro de uma caixa preto.
- O diretor guardou o
cristal dentro de uma caixa preta. Eu vi – conta Sam.
- Então voltaremos à
noite para pegarmos o cristal – diz Roni, animado.
( De Noite) ( Na escola )
Alice arromba as portas
do fundo da escola, e todos entram. Pâm escuta passos de uma pessoa.
- Galera, tem vigia na
escola – diz Pâm, alertando-os.
- Deixa que eu o prendo
no armário – diz Alice.
- Mas ele verá seu rosto
desse jeito - diz Alan.
- Já estou preparada
para tudo com essas missões perigosas. Eu trouxe uma touca – diz Alice,
colocando a touca. – Marce vem comigo – pede Alice.
Marce corre até o
armário de vassouras, e derruba todas as vassouras no chão.
- Quem está aí? – grita
o vigia.
Marce dá a volta com sua
super velocidade, e tranca o vigia dentro da área de limpeza.
- Socorro – gritão vigia
revoltado.
- Como vamos abrir a
diretoria? – pergunta Sam.
- Desse jeito – diz
Marce, com as chaves que pegou do bolso
do vigia.
Roni e Alice entram na
diretoria. Roni tenta abrir a gaveta, mas não abre. Alice quebra a gaveta com
um soco.
- Gente, rápido. Tem
alguém vindo. São duas pessoas, bem apressadas – alerta Pâm, ao ouvir os
passos.
- São eles novamente –
diz Sam, vendo o jovem e o velhote encapuzados através das paredes.

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