Capítulo
6
(Miranda e
Juan quase se beijam)
Cena
39. Miranda e Juan. (Instituição, á sós numa sala).
Miranda:
Entra!
Juan:
Oi. Eu posso falar com você?
Miranda:
Você? O que faz aqui?
Juan:
Eu venho aqui às vezes visitar as crianças e soube que você também os ajuda.
Miranda:
Sim eu os ajudo, mas o que você quer comigo? Eu não estou com ânimo para ser
ofendida, não hoje. Eu te imploro! Por favor! Deixe-me sozinha.
Juan:
Eu não vim até aqui para ofendê-la ao contrário; depois que eu soube que você
ajuda essas crianças com câncer eu vim te implorar que me perdoe. Eu sabia que
você era uma boa pessoa, mas estava cego com tudo o que estava acontecendo
comigo e nem dei tempo para lhe ouvir. Assim que a vi pela primeira vez me
senti diferente e...
Miranda:
Você não precisa me implorar nada. Todo mundo erra e com você não poderia ser
diferente.
Juan:
Você está chorando?
Miranda:
Eu sou assim mesmo, uma manteiga derretida. Eu fiquei com dó das crianças.
Juan:
Eu te compreendo. A primeira vez eu também fiquei com o coração apertado e a
garganta seca, mas me segurei para não passar minha angustia para elas. E
depois vindo mais vezes aqui pude perceber que elas são felizes e mais fortes
do que a gente imagina. A vida é assim cheia de sofrimento, mas temos que
tentar sermos fortes e seguir em frente.
Miranda:
Você é muito seguro e passa muita segurança.
Juan:
E você é frágil! Eu sinto vontade de te proteger e acolhê-la em meus braços.
Miranda
(Narrando): Juan se aproximou lentamente de mim, levou a mão até meu rosto e
acariciou. Nossos olhos ardendo de paixão e brilhando como as estrelas. Ele me
abraçou apertado, eu senti seu perfume, passei meus lábios ao redor de sua boca
e quando abrimos um pouco nossas bocas para nos beijarmos alguém bateu na
porta, nos afastamos rapidamente e a assistente Brenda logo entrou.
(Tema – James Ingram e Dolly Parton- The Day I Fall In Love)
Brenda:
Olá! Você está melhor, Miranda? (Dando umas olhadas para o Juan).
Miranda:
Sim e já estou indo embora.
Juan:
Eu vou sentir a sua falta.
Miranda:
Eu mais.
Miranda
(Narrando) Retirei-me da sala e foi como uma força maior me puxasse para trás e
meus passos eram lentos e por fim saí e passei por onde estavam as crianças e
antes de ir embora dei um abraço bem apertado em uma delas e o Juan da porta me
observando abriu um belo e longo sorriso.
Cena
40. Miranda e Bárbara no carro indo para casa (De tardezinha).
Bárbara:
Você parece está mais contente agora. O que houve?
Miranda:
Eu e o Juan quase nos beijamos.
Bárbara:
Ata! Então o toque que eu dei nele valeu a pena.
Miranda:
Eu sabia que tinha sua mão nisso. Valeu amiga por me ajudar com ele.
Cena
31. Apartamento do Alonso (Noite).
Alonso:
Vocês então se acertaram?
Juan:
Sim, mas quando estávamos quase nos beijando a assistente entrou e nos
atrapalhou. Eu estou amando a Miranda e agora estou decidido a lutar por esse amor.
Alonso:
Isso já estava estampado nos seus olhos desde quando você começou a falar nela.
Juan:
E você não está interessado em ninguém?
Alonso:
Na verdade aquela amiga da Miranda mexeu comigo.
Juan:
Quem a Bárbara?
Alonso:
Não aquela outra que é metida e arrogante, mas é muito bela.
Juan:
A Letícia?
Alonso:
Essa mesma.
Juan:
Porque logo ela?
Alonso:
Você sabe muito bem que não mandamos no coração. E eu vou investir nela e vou
conquistá-la seja como for.
Cena
32. Álvaro ligando para o detetive Marcos (No escritório do Shopping).
Álvaro:
Então quer dizer que aquela velha maldita está aqui no Rio?
Marcos:
Sim, Doutor! E por coincidência aqui mesmo em Copacabana, mas eu ainda não sei
em qual região ela está se escondendo. Eu investiguei e descobri que ela não
estava morta coisa nenhuma, a que morreu contou tudo para ela antes.
Álvaro:
Está certo continue me mantendo informado. Eu tenho que dá um jeito nessa velha
antes que ela abra o bico para alguém e me apareça um bastardo exigindo herança
a essa altura da minha vida.
Marcos:
Ok, senhor!
Cena
33. Casa da Vovó Dolores (Bruna e Vovó Dolores na sala).
Bruna:
O que há com a senhora hoje, vovó?
Vovó
Dolores: Nada minha filha. Eu só estou com um mau pressentimento. Eu sinto que
algo muito ruim irá acontecer.
Bruna:
Que isso vovó, a senhora tá cansada de tanto lavar roupas é só isso, porque a
senhora não vai se deitar?
Vovó
Dolores: Eu não estou cansada nada, eu já me acostumei a lavar e passar roupas
é tantos anos que eu faço isso. Eu estou mesmo com um mau pressentimento.
Bruna:
Venha cá vovó! Me da um abraço.
Vovó
Dolores: Minha neta querida só você mesma para me tranquilizar.
Cena
34. Bárbara e Fernando (No carro dele voltando de uma balada).
Bárbara:
Você me faz tão bem.
Fernando:
Eu digo o mesmo de você. Nós nos completamos em tudo.
Bárbara:
Quase tudo, porque nós temos atração um pelo outro. No entanto, não existe amor
de ambas as partes.
Fernando:
Mais existe o respeito. Eu não te respeito?
Bárbara:
É claro que me respeita. E também não estou te cobrando nada, eu sei que você
sai com várias garotas. Eu só lhe peço que se proteja assim como nós fazemos.
Fernando:
Com isso você não precisa se preocupar, pois eu uso camisinha em todas as
minhas relações.
Bárbara:
Vamos transar aqui no carro?
Fernando:
Mas nós acabamos de transar no banheiro da boate, eu preciso repor minhas
energias. Meu amigo aqui não é o homem de aço. (Sorriu).
Bárbara
(Narrando) Mesmo o Fernando dizendo que estava cansado eu passei a mão na perna
dele e fui até sua parte íntima e ele se animou e parou o carro no
encostamento. Começamos a transar dentro do carro loucamente. Fomos para o
banco traseiro e ele sentou e depois eu sentei em cima dele e gememos de prazer
e suamos tanto que o vidro ficou todo embaçado.
Cena
35. Mansão Key (Domingo pela manhã).
Álvaro:
O que você vai fazer hoje minha filha?
Miranda:
Sei lá pai. Eu acho que vou ir bater perna pelas calçadas de Copa. Por quê?
Álvaro:
É que eu e sua mãe estamos pensando em ir almoçar fora. Você quer vir com a
gente?
Micaela:
É filha. Faz um tempão que não saimos eu você e seu pai.
Miranda:
Pode ser, mas depois eu vou me encontrar com minhas amigas e terminar esse
domingão lindo, com esse sol maravilhoso com elas.
Álvaro:
Não tem problema algum.
Micaela:
Coloca uma roupa bem bonita filha.
Miranda:
Tá mãe! Eu vou colocar.
Cena
36. Apartamento do Alonso.
Alonso:
Porra! Eu não acredito que você aceitou o serviço naquele restaurante de garçom
pra hoje.
Juan:
E porque não, nós estamos precisando de grana e domingo pra pobre é como se
fosse um dia normal da semana, apareceu serviço não podemos recusar.
Alonso:
Eu já estou cheio dessa vida de pobre que levamos. Bem que eu queria ser rico,
ou melhor, milionário.
Juan:
Sonhar não custa nada, mas eu não me importo em correr atrás com sacrifício, eu
não me imagino rico e tendo tudo fácil.
Alonso:
Ás vezes eu acho que você não bate bem, só pode.
Juan:
Vamos?
Alonso:
Fazer o que, não é? Eu só vou porque eu tenho que dá um carrinho para um menino
lá da instituição. Quando eu ficar rico irei ajudá-los com grana a todos eles.
Juan:
Pensando por se lado, se eu ficasse rico com certeza eu ia ajudá-los ainda
mais.
Alonso:
É vamos deixar para sonhar na volta e vamos partir para o serviço.
Cena
37. Restaurante (À tarde).
Miranda
(Narrando) Como eu havia aceitado ir almoçar num restaurante com meus pais
cumpri e fui. Assim que chegamos pedimos uma mesa e nos sentamos o gerente veio
nos atender e deixou a carta de pedidos conosco.
Álvaro:
O que você vai pedir meu amor?
Micaela:
Eu não sei, mas quero uma comida leve e que não engorde.
Miranda:
Ai mãe! A senhora pode comer o que quiser que vai continuar sempre linda!
Cena
38. Na cozinha do restaurante.
Alonso:
Nossa! Esse restaurante é bem chique.
Juan:
Sim é um dos melhores da cidade. Só vem gente da grana.
Alonso:
Cara aquela não é a Miranda?
Juan:
É ela mesma.
Alonso:
Eu não vou atender aquela mesa lá não. Eu não suporto os pais dela.
Juan:
Eu também não e eu tenho motivos, mas você?
Alonso:
Por isso mesmo por você, o que ele fez com você. E eu não sei não fui com a
cara dele.
Juan:
Tudo bem! Eu vou.
Juan
(Narrando) Quando fui chamado, não tive como escapar e me aproximei da mesa
onde encontrava Miranda e seus pais. Meu coração parecia que ia sair pela boca,
mas fui firme.
Juan:
Olá, boa tarde! Vocês já escolheram o que vão pedir?
Miranda:
Juan? (Surpresa).
Álvaro:
Eu não acredito que esse petulante está trabalhando aqui.
Miranda:
Pai, por favor!
Micaela:
É uma afronta. Eu vou chamar o gerente agora mesmo.
Juan:
Eu só estou fazendo o meu serviço, mas se vocês preferirem eu chamo outro
garçom para atender a realeza.
Miranda
(Sorri).
Micaela:
Como é abusado.
Álvaro:
Então faça o seguinte chama outro garçom imediatamente viu rapaz.
Juan:
Com licença! Boa tarde, Miranda! Tenha um ótimo almoço.
Miranda:
Boa tarde! Obrigada, Juan! (Sorrindo).
Micaela:
Miranda?
Miranda:
O que foi? Eu só estou sendo educada.
Juan
(Narrando) Eu e a Miranda não conseguíamos para de nos olhar, me retirei e pedi
para o Alonso ir atendê-los.
Alonso:
Oi, boa tarde! O que vocês desejam?
Miranda:
Oi Alonso! Pra mim você pode trazer uma salada e um suco de pitanga, Obrigada!
Juan:
Olá, Miranda!Pode deixar Miranda eu já trago. E o senhor e a senhora?
Micaela:
Traz um prato bem leve, com arroz integral, uma saladinha e carne branca.
Álvaro:
Pra mim você pode trazer o mesmo.
Alonso:
Eu já venho, com licença.
Álvaro
(Em pensamento) Esse rapaz lembra muito eu quando tinha essa idade. Não é
possível, seria muita coincidência.
Miranda:
O que foi pai? Parece que viu um fantasma.
Álvaro:
Não foi nada. Eu estava pensando que tenho que resolver um problema no
escritório e vou ter que ir agora.
Micaela:
Mas Álvaro? Come pelo menos um pouco. Nem no domingo você deixa de trabalhar.
Álvaro:
Eu não posso meu amor. Eu vou de táxi e vou deixar o carro para vocês voltarem
pra casa, pois vocês vieram comigo no meu carro e eu não vou deixá-las voltarem
de táxi. (Se retira) e Alonso (Chega com os pedidos).
Alonso:
Ué e o seu pai Miranda?
Miranda:
Ele teve que ir, mas pode nos servir. Obrigada!
Alonso:
De nada é o meu serviço.
Micaela:
Agora você pode se retirar.
Cena
39. Álvaro no táxi telefonando para o detetive Marcos.
Álvaro:
Você já tem mais alguma novidade?
Marcos:
Não senhor. Eu ainda estou investigando.
Álvaro:
Você pode deixar esse assunto um pouco de lado. Quero que você investigue um
rapaz. O nome dele é Alonso.
Marcos:
É só isso que o senhor sabe a respeito do rapaz?
Álvaro:
Eu sei que ele é amigo de outro rapaz muito petulante e abusado, tal de Juan.
Marcos:
Está certo, eu vou começar hoje mesmo e logo mais já te dou alguma informação
sobre o rapaz.
Cena
40. Na cozinha do restaurante.
Juan:
Eu preciso que você me faça um favor.
Alonso:
Que favor?
Juan:
Eu escrevi um bilhete para a Miranda e preciso que você a entregue, mas não
deixe a mãe dela ver.
Alonso:
Ah! Isso para mim é moleza.
Alonso
(Narrando): Pequei o bilhete e cheguei perto da mesa onde Miranda estava
almoçando com sua mãe. Perguntei se elas queriam mais alguma coisa, mas eu
estava perto da Miranda e deixei o bilhete cair no chão e dei um sinal com a
garganta, Miranda percebeu e deixou um talher cair e pegou o bilhete sem que
sua mãe visse.
Micaela:
Não meu querido, nós não vamos querer mais nada. Vamos embora Miranda?
Miranda:
Vamos sim mãe! Obrigada viu Alonso. Mas mãe a senhora pode ir. Lembra que mais
cedo eu falei que ia encontrar com as meninas na praia? Então daqui eu vou pra
lá.
Micaela:
Tudo bem! Eu vou e você toma cuidado, essa cidade é perigosa.
Miranda:
Eu vou tomar. Tchau mãe!
Alonso
(Narrando): Quando as duas saíram avisei o Juan que a mãe da Miranda ia embora
pra casa e a Miranda ia se encontrar com as amigas na praia. Juan não perdeu
tempo e saiu em seguida.
Será
que Miranda irá se encontrar com as amigas ou atenderá ao pedido do Juan e vai
se encontrar com ele? (Continua...).

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