Episódio 08
- Eu sabia que você também era um sentido – diz Sam.
-Sentido? Nome criativo. Adorei – diz Roni.
- Deve ser irado ler pensamentos né? – pergunta Marce.
- Deve ser igual correr mais rápido que um carro e ter ainda ser de borracha – diz Roni.
- Como você ... ? – pergunta Marce.
-Você não para de pensar nesses seus poderes. Eles estão gritando no seu cérebro – diz Roni, provocando risos nas meninas.
- Você não sabe quem veio lhe visitar ... – diz Sam, fazendo mistério.
- O Bruno? – pergunta Roni, surpreso.
- Sim – diz Sam, reparando na felicidade de Roni.
- Meninas, me contem tudinho que aconteceu. Parem de ficar pensando, senão minha cabeça estoura. Botem para fora. Alan ! Pare de ficar se escondendo atrás das meninas. Fico muito feliz em ver você com a gente – diz Roni, animado.
- Quanto tempo estou nesse hospital? – pergunta Roni.
- Uns dois meses já – diz Alice.
- Estou louco para sair desse quarto. Eu quero vida. Eu quero minha casa – grita Roni abraçando as amigas.
- Roni, vou te contar uma coisa. Mas não fique convencido – diz Sam.
- O que foi Sam? – pergunta Roni.
- A escola não tem graça sem você – diz Sam.
- Eu sei disso – diz Roni, rindo.
(Na casa de Roni)
Roni sai do carro e abraça sua tia.
- Que saudades da minha casa. Parece que dormi durante mil anos – diz Roni subindo as escadas de sua casa.
- Meu filho mau criado – diz a tia de Roni. Como eu rezei por esse dia. E ute amo filho.
- Eu também te amo muito tia – diz Roni emocionado.
No dia seguinte ...
(De manhã - Na escola)
Roni e as Sentidos entram na escola juntos. Todos olham, param e dão “oizinhos” para Roni. Roni vê Bruno conversando com Marina, em frente a turma dos dois.
- Que garota idiota. Fica dando em cima do Bruno, mesmo tendo namorado. Se o namorado dela souber –diz Roni irritado.
- O que vocês está pensando em fazer? – pergunta Sam, curiosa.
- Tive uma ideia melhor. Que tal saber os pensamentos deles? – pergunta Roni, rindo. Roni concentra-se na conversa dos dois. De repente, Roni entra na sua turma ás pressas.
- O que aconteceu com ele? – pergunta Alice, preocupada.
- Nada. É só amor – diz Sam.
Sam aproxima de Roni, que está chorando.
- O que foi? Você escutou algum pensamento dele que não queria escutar? – pergunta Sam.
- Foi pior. Eu sou idiota, nem tive coragem de ler os pensamentos dele. Eu tenho medo – diz Roni, chateado.
- Não fique assim –diz Pâm, o abraçando.
Mary, com sua cara de simpática, entra na sala.
- Então, o senhorzinho voltou. Mas um para completar o time de vocês né? – diz Mary, com seu tom arrogante e jeito rude de ser.
- Eu assisti uma aula sua, você não pode falar assim comigo. Você nem me conhece. Eu passei dois meses em coma no hospital, super animado para voltar as aulas. E vem você, uma professora mau humorada, implicar comigo. Se toca – diz Roni irritado. A turma toda fica surpresa.
- Garoto, seu abusado. Me respeite. Eu que mando nessa sala, abaixe a sua voz para falar comigo. Ande, sai da minha aula. Vá assinar uma advertência –grita Mary, enfurecida.
- Bruxa – diz Roni, fazendo língua para a professora.
Roni fica na coordenação lendo os pensamentos melancólicos do coordenador.
- Que saco. Posso voltar para a sala, já vai bater o sinal da segunda aula – diz Roni.
- Ainda não bateu o sinal – diz o coordenador levantando e tocando o sinal. – Não quero te ver na minha sala de novo.
- Tchau – diz Roni, correndo em direção as meninas que bebem água no bebedouro.
- Marce, agora eu sei o porquê das suas aulas de reforço para a turma toda. Ninguém aprende nada com aquela bruxa falando – dispara Roni.
Alan se aproxima deles.
- Nossa Alan! Para que tanta pressa? – pergunta Roni.
- Essa semana teve outro acidente. E com isso mais cristais, meteoritos e bioquímicos por aí... – diz Alan empolgado.
- E daí? – pergunta Roni, o cortando.
- Só que o município está querendo usar os meteoritos como estudo, para ficarem expostos para a população em locais de fácil acesso.
- E daí? – pergunta Roni novamente.
- A maioria das escolas irá receber algum tip ode material meteórico para ser trabalhado nos laboratórios de ciências. E daí que vocês não sabem onde está o cristal mais próximo – diz Alan.
- Onde? Procura aí no Google maps – pede Sam.
- Não precisa. O cristal está no nosso lado. Olhem – diz Alan, apontando para a sala do diretor.
Sam vê o diretor guardando o cristal dentro de uma caixa preto.
- O diretor guardou o cristal dentro de uma caixa preta. Eu vi – conta Sam.
- Então voltaremos à noite para pegarmos o cristal – diz Roni, animado.
(De Noite - Na escola)
Alice arromba as portas do fundo da escola, e todos entram. Pâm escuta passos de uma pessoa.
- Galera, tem vigia na escola – diz Pâm, alertando-os.
- Deixa que eu o prendo no armário – diz Alice.
- Mas ele verá seu rosto desse jeito - diz Alan.
- Já estou preparada para tudo com essas missões perigosas. Eu trouxe uma touca – diz Alice, colocando a touca. – Marce vem comigo – pede Alice.
Marce corre até o armário de vassouras, e derruba todas as vassouras no chão.
- Quem está aí? – grita o vigia.
Marce dá a volta com sua super velocidade, e tranca o vigia dentro da área de limpeza.
- Socorro – gritão vigia revoltado.
- Como vamos abrir a diretoria? – pergunta Sam.
- Desse jeito – diz Marce, com as chaves que pegou do bolso do vigia.
Roni e Alice entram na diretoria. Roni tenta abrir a gaveta, mas não abre. Alice quebra a gaveta com um soco.
- Gente, rápido. Tem alguém vindo. São duas pessoas, bem apressadas – alerta Pâm, ao ouvir os passos.
- São eles novamente – diz Sam, vendo o jovem e o velhote encapuzados através das paredes.
FIM DO EPISÓDIO

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