Agora com o corpo tremulo
e surpresa com a presença de Matheus,
Ana afastou-se do carro.
- Matheus, você por aqui?
- Ana não conseguiu esconder o nervosismo, ela deu alguns passos e se
aproximou de Matheus.
- Tá tudo bem? - Ele
abraçou-a. – Vocês estavam demorando e tinha muita coisa lá e...
- Grande Matheus, - Interrompeu o Padre. – Que bom vê-lo
novamente. Estava conhecendo a Caverna do Sol, nunca me falaram dela.
- Acho que devemos ir, - Matheus cortou o momento. – Já está
tarde.
Flash’s – Vila São João Batista – 19h – Casa de Ana.
Dona Rojú estava preocupada, a filha ainda não havia chegado em
casa. Ela tinha de se alimentar para o grande momento da Igreja; A porta se
abriu num flap de velocidade. E a jovem entrou pro seu quarto correndo.
- Oi mãe, oi pai! – Ela nem passou pela cozinha, onde seus pais
estavam – Partiu, banho, beijos.
A reação na cara de Dona Rojú era de espanto. Ela olhou para o
esposo, Seu Tião, e apenas sinalizou dúvidas com os ombros.
- Tá tudo bem, minha filha? – Perguntou a mãe.
Do banheiro Ana respondeu.
- Sim mãe, sim.
Cena corta – Casa de Matheus.
Matheus, por sua vez, chegou em casa diferente [ Vai saber se a
criatura gosta da Ana ou do Padre] estava de cara fechada.
- Boa noite mãe, - disse ele caminhando lentamente.
- Boa... Tá tudo bem? – Perguntou a mãe.
- Sim, só estresse mesmo. – Ele foi para o quarto e jogou-se na
cama.
Vinte minutos depois, ele reaparece na sala.
- Vou para o retiro. – Ele beija a mãe e sai.
Matheus estava ainda aparentando estar chateado, mas ele foi à
casa de Ana [Sua namorada? Ou sua fura olho? Não! Ela não poderia ficar com um
padre, muito menos ele!]
Eles caminhavam em silêncio, pareciam que eram estranhos.
- O que houve lá na caverna hoje? – Matheus não olhava para Ana,
apenas olhava fixo para o caminho.
[Talvez por medo de ver a resposta nos olhos dela]
Ela permaneceu em silêncio por alguns segundos. [Pronto, agora
ela vai falar.]
- Apenas conversávamos sobre minha faculdade e sobre a caverna.
– Ana fez silêncio novamente, agora caminhava de braços cruzados.
- Só isso? – Ele, Matheus, custou a crer. – Não entendi porque
você estava tão nervosa quando eu te chamei.
- Vamos apressar o passo? – Disse a garota, mudando de
Assunto. – Estamos bem próximos da
Igreja já.
Matheus tomou a frente de Ana, fazendo-a parar.
- O QUE HOUVE NA CAVERNA? – Ele ousou ser grosso, mas...
- Está tudo bem por aqui? – Os olhos de Ana estavam vidrados,
parecia que um ‘anjo’ estava diante ela.
Matheus virou para ver de quem se tratava aquela voz.
- Padre Ricardo. – Disse. – O que faz aqui?
- Vamos, preciso da sua ajuda lá na Igreja.
Matheus parecia gostar da ideia. E acompanhou o Padre.
Igreja – Antes do Retiro.
O padre e Matheus estavam organizando algumas coisas antes de
iniciarem o retiro. Agora, o Padre necessitava vestir a batina. Padre Ricardo,
fazia um pequeno lanche enquanto se organizava, tomava milkshake [Por
provocação, Milkshake (?) – Sim isso só
pra da um rumo a história], quando a tampa do copo se solta, derrubando toda a
bebida ou parte dela, nas calças do Padre.
- Droga! – Disse o padre sacudindo a calça. – Não posso ir com
ela assim! – Olhar negro do Padre envolvia o olhar de Matheus, misturando-se
como um verdadeiro milkshake. – Talvez
você possa ver se neste armário [Ele aponta para um armário velho, próximo
ali.] eu já coloquei algo meu...
Matheus vai em direção ao móvel, e busca por algo, mas não
encontra. Ao virar-se, depara-se com o padre só de cueca. Era impressionante um
padre com um corpo tão escultural. Pernas malhadas e bem torneadas, era visível
que seu corpo era bem definido, mas ele não imaginava que fosse daquela forma.
[Vai, ele –Matheus- era safado, olhou bem para as partes baixas.]
- Nossa! – Matheus ofegou – Bem torneada suas pernas, não? –
Matheus tossiu, na forma de mudar de assunto - Com todo respeito, claro. Vamos nos atrasar, vista-se logo, por favor.
- Vai mesmo deixar que eu me abaixe pra apanhar esse copo? – O
Padre fitou-o com os olhos negros novamente.
Matheus abaixou e apanhou o copo lentamente, e subiu analisando
aquelas pernas...
[Vamos parando que isso não é 50 Tons de nada!]
- Aqui esta – Disse Matheus, colocando o copo em cima da mesa.
- Obrigado – Disse o padre, ainda de cueca. –Bom, acho que não
tenho outra opção a não ser ir de cueca por baixo da batina. – O padre pegou a
mão de Matheus – Segredo nosso, ok? – O sorriso fez com que Matheus
estremecesse por dentro.

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