sábado, 16 de maio de 2015

Capítulo 7: Mar da Vida

Personagens deste capítulo


Alberto
Alice
Bento
Brenda
César
Cristina
Fredy
Guto
Helena
Henrique
Joaquim
Leandro
Lílian
Marina
Matilde
Noêmia
Patrícia
Rúbia
Sabrina
Sérgio
Silvana
Tânia
Tomás
Vera
Virgínia




Participação Especial
Homem 01, Homem 02, Homem 03






CENA 01. BAIRRO PRAIANHA. CARRO DE CÉSAR. INT. NOITE

Continuação do capítulo anterior. César e Brenda conversam dentro do carro, sob os olhares atentos de Guto.

CÉSAR (acariciando o rosto de Brenda): - Você é muito linda, meiga, carinhosa, inteligente...
BRENDA: - Não César, não força a barra.
CÉSAR: - Não há o que forçar Brenda. Eu gosto de você, não consigo parar de pensar em você... Estou apaixonado!
BRENDA: - Eu também estou apaixonada por você, mas a gente não pode...

Nesse instante, César beija Brenda apaixonadamente, que tenta resistir, mas acaba cedendo.

BRENDA: - Louco! Você é louco César! (no fundo, gostando do beijo)
CÉSAR: - Louco por você!
BRENDA: - Agora chega. Vou embora senão meus avós ficam preocupados.
CÉSAR: - Te amo, Brenda!
BRENDA: - Seu louco! Boa noite.

Brenda sai do carro e César vai embora. Guto observa tudo de longe e logo em seguida, vai atrás de Brenda.

CENA 02. CASA BRENDA. EXT. NOITE.

Passam-se alguns minutos. Brenda chega em casa e é surpreendida por Guto.

GUTO: - Chegando tarde, não?
BRENDA (assustada): - Ai Guto! Que susto! O que você está fazendo aqui?
GUTO: - Estou chegando do futebol da galera. Teve churrasco, música... E você?
BRENDA: - Fui dar uma volta com a Alice, ela precisava relaxar...
GUTO: - Tem certeza?
BRENDA: - Sim, claro... Por que você está me perguntando isso?
GUTO: - Porque você está com o batom borrado...

Brenda fica sem jeito. Guto continua.

GUTO: - Você estava com ele, não é?
BRENDA: - Sim, mas eu não queria...
GUTO (interrompendo Brenda): - Não pareceu quando ele te beijou.
BRENDA: - Você viu? Você anda me seguindo Guto?
GUTO: - Não, deu o acaso de eu estar passando e ver vocês no carro. Mas assim como eu vi, poderia a Rúbia ter visto. Você não pensa nela não?
BRENDA: - Penso! Claro que penso! Mas o César...
GUTO (interrompendo Brenda): - É ele Brenda! Ele está te transformando, te cantando, te conquistando aos poucos. Mas na verdade, ele quer é se aproveitar de você, quer ficar com as duas...
BRENDA: - Não fale o que você não sabe, Guto.
GUTO: - Eu só sei que ele está te colocando contra a tua própria irmã e você está aceitando isso... Quando você vai enxergar que ele não é para você? Que ele não te merece!
BRENDA: - Chega Guto! Eu não quero falar sobre isso. Já está tarde e eu quero dormir. (saindo)
GUTO: - Você ainda vai me amar Brenda. Eu sei que um dia você ainda vai me amar.

Brenda se despede de Guto e entra dentro de casa.
          
CENA 03. CASA ALBERTO. SALA DE ESTAR. INT. NOITE.

César chega em casa e sobe para o seu quarto, sem perceber a presença de Tânia, que adormeceu no sofá esperando por ele.

CENA 04. TRANSIÇÃO DO TEMPO. EXTERNAS PRAIA REAL. AMANHECER. / CASA ALBERTO. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Imagens de Praia Real ao amanhecer. Cenas do mar, das montanhas, áreas verdes. Pessoas no calçadão. Corta para a casa de Alberto. A campainha toca. Tânia se acorda no sofá, um pouco sonolenta. Ela chama os empregados para atenderem a porta, mas ninguém aparece. Ela mesma então resolve abrir a porta. Ao fazer isso, Tânia se surpreende ao reencontrar Marina.

CENA 05. CASA ALBERTO. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Tânia fica pasma ao ver Marina.

MARINA (irônica): - Olá Tânia! Quanto tempo, não é?
TÂNIA (ainda desacreditada): - Muito tempo...
MARINA: - Então, não vai me deixar entrar?
TÂNIA: - Mas você não deveria...

De repente, Alberto chega na sala e encontra Marina na porta.

ALBERTO (surpreso/ feliz – interrompendo Tânia): - Marina! Minha filha!
MARINA (entrando na casa e abraçando Alberto): - Papai!
ALBERTO: - Minha princesa! Como você está linda! Que saudade!
MARINA: - Também estava com muita saudade! Mas eu estranhei ninguém ter ido me buscar ontem no aeroporto.
TÂNIA (resmungando): - Antes tivesse ficado por lá...
ALBERTO: - O que você disse, Tânia?
TÂNIA: - Nada não, mas você não avisou nada que vinha além do telegrama que seu pai recebeu...
MARINA: - Avisei sim. Mandei uma segunda correspondência avisando a data da minha chegada. Vocês não receberam?
TÂNIA: - Não... Esses serviços postais no Brasil têm muitas falhas... Terceiro mundo, não é querida... Feliz era você, vivendo na Europa, Noruega! Que país lindo! Por que não ficou por lá?
MARINA: - Eu estava sentindo falta do meu pai, da minha família, da minha terra... Mais de 15 anos fora daqui! E eu também precisava reaver algumas pendências por aqui. (olhando fixamente para Tânia)
ALBERTO: - Contas querida?
MARINA: - Antes fosse, papai!... Coisas minhas. Mas então, como andam as coisas por aqui? Quero saber de tudo!

Alberto e Marina saem abraçados enquanto Tânia sussurra novamente, afirmando que Marina vai lhe tirar o sossego.

CENA 06. CASA PETRÔNIO. QUARTO HELENA. INT. DIA.

Helena em seu quarto se levante e vai olhar como está o dia pela janela. Ela olha os pássaros, o sol, quando observa no jardim, Bento, sem camisa, lavando o carro. Ela olha atentamente, observando cada detalhe do corpo do rapaz. Mas, de repente, ela fecha a cortina, tentando disfarçar para si mesma a estranha atração pelo motorista.

CENA 07. CENTRO DA CIDADE. VIADUTO. EXT. DIA.

Debaixo de um viaduto, no centro da cidade, Sérgio encontra-se deitado, dormindo, tapado com folhas de jornal.

CENA 08. CASA TOMÁS. SALA DE JANTAR. INT. DIA.

Cristina e Tomás tomam café da manhã. Patrícia e Rúbia chegam no local para a refeição.

CRISTINA: - Que bom que você está aqui, Rúbia. Fazia tempo que não dormia aqui em casa.
TOMÁS: - Desde que eram garotinhas!
PATRÍCIA: - O que isso papai? Não faz tanto tempo assim...
TOMÁS: - Claro que faz! Eu lembro de vocês fazendo guerra de travesseiro e brincando com as frutas no café... O tempo passa. Hoje já são duas mulheres. E você Rúbia, cada vez mais bonita.
RÚBIA: - Nossa, seu Tomás, assim você me deixa sem graça. E vai acabar deixando também a dona Cristina com ciúme! (risos)
CRISTINA: - Capaz, Rúbia. Você para mim é como se fosse uma segunda filha. É uma grande amiga da Paty e muito bem-vinda aqui em casa. Não tem ciúme não.
PATRÍCIA: - Mas será que o César é ciumento?
CRISTNA: - César? Que César?
RÚBIA: - Meu namorado.
TOMÁS: - Você está namorando? Mas que notícia ótima! E da onde é esse César? Da prainha?
RÚBIA: - Não! Na prainha não há homens interessantes.
PATRÍCIA: - É o filho do doutor Alberto, pai.
TOMÁS: - César Walker! É um belo rapaz. Educado, responsável...
CRISTINA (pensando alto): - Mas tem uma mãe...
RÚBIA: - Como?
CRISTINA: - Tânia Walker. É uma mulher poderosa. Tem que ter jogo de cintura para agüentar aquela mulher!
PATRÍCIA: - A mamãe tem razão. Você vai ter uma sogra e tanto! (risos)
TOMÁS: - Calma moças! Vocês vão deixar a Rúbia assustada! (risos)

Rúbia fica curiosa para saber mais sobre Tânia e todos enquanto tomam café.

CENA 09. CASA BRENDA. SALA. INT. DIA.

Brenda, Matilde, Joaquim, Guto e Alice tomam café da manhã quando Noêmia entra no local para visitar os amigos.

NOÊMIA (entrando no local, cheia de presentes): - Bom dia para todos!
MATILDE: - Noêmia, minha amiga! Como foi de viagem!
NOÊMIA: - A viagem foi ótima! Trouxe lembranças para todos!
JOAQUIM: - Conseguiu arrumar algum namorado na viagem?
NOÊMIA: - Não seu bobo! Estou em outros lances!
GUTO: - Aí dona Noêmia, toda moderna!
NOÊMIA: - Mas não se anima não, Guto! Não vou ficar com você! (risos) Mas trouxe uma lembrancinha pra você, lindinho! (entregando um pacote para Guto).
ALICE: - E pra mim, dona Noêmia?
BRENDA: - Eu também quero o meu presente!

Todos ficam em volta de Noêmia, que distribui os agrados.

CENA 10. CASA VIRGÍNIA. QUARTO VIRGÍNIA. INT. DIA.

Virgínia, acorda-se, com um pouco de dor nas costas por causa do colchão de sua cama.

VIRGÍNIA (decepcionada): - É Virgínia, bem vinda ao lar... Não acredito que agora vou ter que ficar aqui! Acabou a mordomia...

CENA 11. CASA VIRGÍNIA. FRENTE DA CASA. EXT. DIA.

Ela abre a porta da caixa de correspondências e um monte de contas, cartas e outros documentos caem aos seus pés, formando um amontoado de papéis.

VIRGÍNIA: - Eu mereço, meu Deus?!... Não, eu não mereço! Ainda sou da high socity! Não posso me deixar levar por pequenos percalços da vida...

Ela pega uma das contas caídas no chão e abre.

VIRGÍNIA (surpresa): - Tudo isso? Mas eu nem usei isso tudo no cartão! Foram só umas bolsas, pulseiras, casaquinhos, coisas básicas!... E agora?...

CENA 12. APTO VERA. SALA DE JANTAR. INT. DIA.

Vera, Leandro e Sabrina tomam café da manhã, quando o celular de Leandro toca.

LEANDRO (atendendo): - Alô? Ah, pois não. Claro, claro...

Disfarçando, ele sai da mesa.

LEANDRO (à Vera e Sabrina): - É lá da empresa.
VERA: - Logo de manhã? Não dava pra esperar você chegar lá não?
LEANDRO: - Pois é, pelo visto não. E acho que vou ter que ir mais cedo... Beijos minhas lindas! Até à noite.
    
     Ele se despede de Vera e Sabrina e sai. As duas continuam na sala, conversando.

SABRINA: - Notícias da tia Cristina?
VERA: - Ontem ela esteve na loja. Linda, com uma vontade de trabalhar... como se nada tivesse acontecido.
SABRINA: - Que bacana! Mas também é um pouco estranho mesmo, depois de todo o rolo do aniversário...
VERA: - Tem razão. Mas o importante é que ela está bem. Você quer carona para o cursinho?
SABRINA: - Sim, vou pegar minhas coisas!...

CENA 13. CIA DE NAVEGAÇÃO. INT. DIA.

Em um prédio próximo à prainha, Henrique auxilia nas obras internas de sua agência marítima.

CENA 14. CALÇADÃO PRAIA REAL. EXT. DIA.

Lílian e Fredy caminham pela orla, em direção ao projeto ambiental, quando são abordados por três homens.

HOMEM 01: - Ei vocês dois!

Fredy e Lílian param.

LÍLIAN: - Sim.
HOMEM 02: - O que vocês pensam que estão fazendo?
FREDY: - Ei meu caro, do que você está falando?
HOMEM 01: - A gente ta falando das denúncias dos barcos.

Fredy e Lílian se olham.

LÍLIAN: - Bem, a denúncia ocorreu porque aquela atitude de pesca é ilegal, o local não é para isso e...
HOMEM 03: - O branquinha, tu tem noção do problema que isso trouxe pra gente?
FREDY: - Ei, não fala assim com ela não!
HOMEM 01 (empurrando Fredy): - Cala a boca playboy!
HOMEM 02: - Vocês estão se metendo onde não deveriam, sabia? Eu só vou avisar uma vez: não se metam com a gente, ta certo?
HOMEM 03: - Senão a coisa vai ficar ruim pra vocês!

Os três homens saem. Fredy e Lílian se olham apreensivos.

CENA 15. RESTAURANTE MARESIA. DISPENSA. INT. DIA.

Brenda está organizando a despensa, mas deixa cair alguns produtos no chão. Guto aparece para ajudá-la. Após a ajuda, Guto se declara novamente para Brenda.

GUTO: - Eu não consigo mais esconder, Brenda.
BRENDA: - Guto, por favor. Aqui não é lugar pra isso...
GUTO: - Não Brenda! Não dá mais pra ficar fugindo! Eu não posso ficar me enganando! Eu tenho que pôr isso tudo que aperta o meu peito pra fora! Eu preciso te dizer que te amo! Te amo muito!
BRENDA: - Guto, por favor!...
GUTO: - Eu não consigo me imaginar sem você, Brenda... Você é tudo pra mim.
BRENDA: - Você também é muito importante pra mim, Guto. É um grande amigo e...
GUTO (interrompendo Brenda): - Mas eu cansei de ser só amigo Brenda. Eu quero ser mais do que seu amigo. Quero ser seu amor, seu homem...

Guto se aproxima de Brenda e tenta beijá-la. Nesse instante, Joaquim entra no local.

JOAQUIM: - Ah Guto! Você está aqui! A Matilde está chamando por você lá fora. Quer que a ajude na mudança de algumas mesas... Eu, como já estou velho, não tenho muita força.
GUTO (tentando disfarçar a situação): - Claro! Eu já estou indo lá.

Guto sai, ainda olhando Brenda e ela fica um tanto sem jeito.

JOAQUIM: - Algum problema, Brenda?
BRENDA: - Não vovô, está tudo bem... (ela pega alguns pacotes de alimentos) Só estou conferindo aqui, se está tudo certo a validade.
JOAQUIM: - Muito bem! Isso é muito importante pra qualidade da nossa comida. Não vou te atrapalhar. Vou ver se sua avó me deixa ajudar lá fora.

Joaquim sai e Brenda respira aliviada.

CENA 15. LOJA DE AUTOMÓVEIS. INT. DIA.

Rúbia, acompanhada de Patrícia entra na loja de automóveis. Imagens de Rúbia olhando alguns veículos. Ela compra um dos automóveis. Rúbia sai da loja dirigindo o carro, totalmente satisfeita, ao lado de Patrícia.

RÚBIA: Eu não acredito que estou dirigindo meu próprio carro, Paty!
PATRÍCIA: - Isso é maravilhoso! O César realmente está apaixonado por você!
RÚBIA: - É mesmo... Mas lembra daquilo que eu te falei. Ele não gosta muito que fiquem falando dos presentes que ele me dá...
PATRÍCIA: - Tudo bem, ninguém vai saber do cheque.
RÚBIA: - Isso mesmo... qualquer coisa a gente fala que eu ganhei num sorteio de uma loja.
PATRÍCIA; - Ta, mas você vai mostrar o carro pra ele?
RÚBIA: - Mas é claro, Paty! Estou indo pra lá agora!
PATRÍCIA: - Ah, mas antes de você ir, me deixa em casa?
RÚBIA: - Claro... deixo você em casa e depois vou para os braços do meu amor, agora, motorizada! (risos)

     Rúbia segue dirigindo feliz seu carro novo.
               
CENA 165 BEST FISH. ALMOXARIFADO. INT. DIA.

Leandro se encontra com Mônica. Os dois se beijam e se abraçam calorosamente. De repente, um funcionário entra no local e os dois se escondem atrás de uma prateleira.

CENA 17. PROJETO AMBIENTAL. SALA CÉSAR. INT. DIA.

César está em sua sala, quando escuta um som que parece ser o de um automóvel buzinando em frente ao local. Ele resolve sair para ver do que se trata.


CENA 18. PROJETO AMBIETAL. EXT. DIA.

César vai até a frente do projeto e fica surpreso ao ver Rúbia dentro do carro.

RÚBIA (feliz): - Olha amor, o que eu ganhei!

César fica sem reação e Rúbia demonstra total felicidade com o carro.

CENA 19. PROJETO AMBIENTAL. EXT. DIA.

César se surpreende ao ver Rúbia com o carro.

CÉSAR: - Você ganhou esse carro?
RÚBIA (descendo do carro): - Ganhei, César! Não é uma maravilha?
CÉSAR: - É sim, ele é muito bonito, mas, como você conseguiu ganhar ele?
RÚBIA: - Ah, eu participei de uma promoção numa loja roupas, preenchi um cupom e tive a sorte de ser sorteada!
CÉSAR: - Que sorte, hein!... E o dinheiro do seu avô?
RÚBIA (mudando um pouco de expressão): - Por que você está me perguntando isso agora?
CÉSAR: - Me veio em mente... Você nunca mais me falou nada sobre esse dinheiro... E olha que foi bastante!
RÚBIA: - Eu... Eu guardei, guardei o dinheiro para uma eventual emergência. Meu avô já está um pouco melhor, então resolvi guardar o dinheiro para que caso acontece algo, enfim...
CÉSAR: - Certo...
RÚBIA (abraçando César): - Então César, não vim aqui para falar do meu avô, vim para falar de nós dois.
CÉSAR: - De nós dois, é?
RÚBIA: - Sim! Quero saber quando é que você vai me levar pra conhecer a sua família...?
CÉSAR: - Pra conhecer a minha família?
RÚBIA: - É, César! Já te levei na minha casa, agora é a minha vez de conhecer onde você mora, seus pais, enfim. O que você acha?
CÉSAR: - Sem problemas, podemos marcar...
RÚBIA: - Eu estou livre hoje à noite. O que você acha?
CÉSAR: - Hoje a noite... Perfeito! Hoje à noite então!

Rúbia beija César.

CÉSAR: - Jantar em família. Você também pode levar seus avós e sua irmã junto. O que acha?

Rúbia não gosta muito da idéia de levar sua família para o jantar na casa de César.

RÚBIA: - É, eu falarei com eles. Não poderei te confirmar nada, pois hoje eles abrem o restaurante até tarde, então... Mas será feito o convite.

     Os dois se beijam novamente.    

CENA 20. BOUTIQUE POEME. INT. DIA.

Silvana conversa animada com Vera e Cristina.

VERA: - Que bom que você veio Silvana!
CRISTINA; - É mesmo! Estamos feliz em rever você... Depois da lua-de-mel maravilhosa, pelo visto...
SILVANA: - E foi mesmo, Cristina... A Grécia é um verdadeiro espetáculo!
VERA: - É um paraíso! Eu me arrependo até os fios de cabelo por não ter passado minha lua-de-mel lá!... Fomos para Paris, a pedido do Leandro, que sonhava em conhecer a Torre Eiffel.
SILVANA: - Você que foi exótica, hein, Cristina? Lua-de-mel na Arábia? (risos)
CRISTINA: - Pode até ter sido exótica, mas foram os melhores dias, ou melhor, as melhores noites da minha vida, se é que vocês me entendem... (risos maliciosos)
SILVANA: - Claro que eu entendo! O Henrique não me deu folga na lua-de-mel! Era todo dia! Sem falar que num desses dias foi dentro do elevador do hotel!
VERA: - Nossa! Que aventura! E que vigor, hein?! (aos risos)

Durante a conversa, uma cliente entra na loja.

CRISTINA: - Silvana, você me dá licença um instante, vou atender uma cliente.
SILVANA: - Claro, pode ir.

Cristina sai e vai atender a moça que entrou.

VERA: - E por falar em atender, você não vai sair daqui sem levar nada, não é?
SILVANA: - Claro que não! Preciso de um guarda-roupas novo!
VERA: - Então vem cá que vou te mostrar tudo o que chegou de novo aqui...

CENA 21. BEST FISH. ALMOXARIFADO. INT. DIA.

O funcionário sai do almoxarifado. Leandro e Mônica se recompõem do susto para sair do local.

LEANDRO (fechando os botões da camisa): - Mônica! Você é louca mulher! Quase que nós fomos pegos!
MÔNICA (prendendo os cabelos): - Mas bem que você gosta dessas loucuras...
LEANDRO (abraçando Mônica): - Eu adoro!

Os dois trocam mais um beijo caloroso.

LEANDRO: - Eu saio primeiro. Depois você sai.
MÔNICA (beijando Leandro): - Está bom.

Leandro sai do almoxarifado. Mônica fica lá dentro, dando um tempo. Logo, Mônica também sai.

CENA 22. BEIRA DA PRAIA. EXT. DIA.

     Virgínia decide tomar banho do sol. Ela vai para a areia com um maiô estiloso e cheia de acessórios. Carvalho, sentado num quiosque próximo, a avista na areia.

CARVALHO (impressionado): - Mas que mulher é essa?

     Virgínia estende sua canga na areia, senta-se e passa o protetor solar, observada por Carvalho.

CARVALHO: - Mas deve ser uma ricassa daquelas!... É agora que eu me ajeito na vida!

     Carvalho fica a observar o banho de sol de Virgínia.





CENA 23. CASA ALBERTO. COZINHA. INT. DIA.

     Tânia observa pela janela da cozinha a conversa animada entre Alberto e Marina. Felipe entra na cozinha também.

FELIPE: - O que está olhando aí tia?
TÂNIA: - Estou olhando a minha grande pedra no sapato. A minha não, a nossa pedra no sapato.
FELIPE: - Como assim? (indo até a janela) Marina! Ela já chegou, sem avisar?
TÂNIA: - Isso não importa! O que importa é que ela não deveria nem ter vindo... Deveria ter ficado lá na Noruega, morrido congelada na Europa!
FELIPE: - Mas por que tanta raiva? Ela sabe por um acaso de algum segredo?

     Nesse instante, Olga entra na cozinha.

TÂNIA: - E você sempre atrapalhando, não é, criada?
OLGA: - Eu só vim buscar um suco pro doutor Alberto e para Marina... E eu não tenho culpa dessa casa ser tão pequena para vocês virem conversar justo na cozinha, que é onde eu passo mais tempo.
TÂNIA: - Você está ficando cada vez mais abusada!...

     Olga serve o suco e sai.

FELIPE: - Precisamos colocar a Olga no seu devido lugar. Ela tem que aprender a nos respeitar!
TÂNIA: - Com certeza. Mas isso talvez não seja tão urgente. Há prioridades maiores... (olhando fixamente para Marina).


                   
CENA 24. CENTRO DA CIDADE. RUA. EXT. DIA.

     Sérgio cata comida no lixo de um restaurante, mas é flagrado por um garçom.

GARÇOM: - Ei, o que está fazendo aí?
SÉRGIO: - Eu só quero um pouco de comida...

     O garçom entra no restaurante. Minutos depois, traz o prato de comida.

GARÇOM: - Pega aí esse prato. Pode comer a vontade.
SÉRGIO (com o prato em mãos): - Muito obrigado!

     Sérgio come um pouco, mas cospe a comida toda.

SÉRGIO: - Isso aqui ta muito ardente!
GARÇOM (debochando de Sérgio): - Talvez eu deva ter me passado no sal ou na pimenta... Sai fora daqui! Não quero vagabundos rondando o restaurante! E sai logo senão eu chamo o segurança! Vadio!

     Sérgio sai do local sem o prato de comida, ainda com fome.

CENA 25. IMOBILIÁRIA. SALA DE REUNIÕES. INT. DIA.

     Na imobiliária, Diogo participa de uma reunião com o dono da empresa e outros funcionária.

DONO IMOBILIÁRIA: - E por fim, tenho uma novidade, creio que agrada a todos presentes, mas a uma pessoa em especial.

     Todos se demonstram surpresos.

DONO IMOBILIÁRIA: - Você Diogo, a partir de hoje, será o novo diretor geral da imobiliária.
DIOGO (surpreso): - Eu?
DONO IMOBILIÁRIA: - Sim, você. Nós precisamos de alguém que tenha uma visão geral sobre todos os planos de ação e projetos daqui e você já demonstrou ser muito competente nisso.
DIOGO: - Nossa, não tenho nem palavras!

     Os outros funcionários aplaudem Diogo.

DIOGO: - Obrigado meus colegas!... Mas, e o meu cargo antigo?
DONO IMOBILIÁRIA: -  Não se preocupe, que dentro de alguns dias, um novo profissional estará ocupando seu cargo anterior. É uma pessoa também muito competente, vinda do Rio... Creio que vocês irão se dar bem... Dito isso, está por encerrada a reunião.

     Diogo recebe os cumprimentos dos outros colegas ao final da reunião.
            
CENA 26. CASA PETRÔNIO. GARAGEM. INT. DIA.

     Helena conversa com Bento.

BENTO: - Tudo certo, dona Helena.
HELENA: - Então ta. Deixe o carro preparado, só vou lá dentro pegar minha bolsa e logo sairemos. Não posso deixar de ir ao centro hoje.


CENA 27. RUAS PRAIA REAL. CARRO BENTO. INT. DIA.

     Dentro do carro, Helena está sentada no banco de trás. Ela fica a observar Bento, olhando pelo retrovisor. Bento percebe alguns olhares de Helena.

BENTO: - Está acontecendo alguma coisa, dona Helena? Está com algum problema? Quer que eu pare o carro...
HELENA (disfarçando o olhar): - Não, nada não, Breno. Pode seguir.

     Bento prossegue e Helena volta a dar algumas olhadas para ele.

CENA 28. BAIRRO PRAINHA. CASA SÔNIA. EXT. DIA.

     Adriano e Sônia desembarcam do táxi, recém chegados à Praia Real.

ADRIANO (animado): - Então querida, bem-vinda à Praia Real!
SÔNIA: - Está tudo tão diferente, mas mesmo tempo, tão igual, tão intocável...
ADRIANO: - Já esteve aqui em Praia Real?
SÔNIA: - Não, quero dizer, sim... quando criança, isso faz muito tempo...
ADRIANO: - Estranho, já era para o Diogo estar aqui nos esperando...
SÔNIA: - Eu vou dar uma volta pela redondeza.
ADRIANO: - Vá sim, amor. Vou ligar para o Diogo pra saber onde ele está, se vai demorar.

      Sônia sai para caminhar.


CENA 29. FEIRA PRAINHA. INT. DIA.

     Matilde faz compras na feira, acompanhada de Noêmia.

MATILDE: - Deixei o Guto, a Brenda e o Joaquim terminando de arrumar as coisas lá no restaurante. A Rúbia está sempre fora...
NOÊMIA: - Então já está tudo bem com o Joaquim?
MATILDE: - Graças a Deus! Joaquim é um homem forte!... Mas você não acredita quem eu encontrei no hospital enquanto o Joaquim estava lá.
NOÊMIA: - Quem?
MATILDE: - Petrônio!
NOÊMIA (aflita, com a mão no peito): - Ai meu Jesus! O que aconteceu com ele, Matilde?!
MATILDE: - Não aconteceu nada, mulher! Fica calma! Ele estava lá fazendo exames de rotina... Fazia tempo que eu não o via...
NOÊMIA: - Eu também faz tempo que não vejo aquele homem... Quando chego perto dele, sinto cada calafrio! (alvoroçada)
MATILDE: - Deixa de ser boba, Noêmia! (risos)
NOÊMIA: - Mas por falar em ver alguém, você tem notícias da sua filha?

      Matilde para. Fica em silêncio. Suspira.

MATILDE: - Não. Ela nunca mais apareceu, nem respondeu minhas cartas, meus recados... Mas eu não quero falar sobre ela não... Você me ajuda com as compras?
NOÊMIA: - Claro!

      As duas seguem caminhando pela feira, segurando as sacolas de compras.

CENA 30. BEIRA DA PRAIA. EXT. DIA.

     Carvalho se aproxima de Virgínia. Ele tenta chamar a atenção dela fazendo exercícios físicos, tentando se mostrar um homem adepto ao esporte, qualidade de vida. Mas fazendo movimentos bruscos, ele acaba tendo mal jeito na coluna. Virgínia, que estava sentada em uma cadeira, lendo uma revista de fofocas, observa o sufoco de Carvalho.

VIRGÍNIA: - Tudo bem moço? Precisa de ajuda?
CARVALHO (disfarçando a dor): - Não, não! Está tudo ótimo! Obrigado!

      Virgínia volta a ler e Carvalho geme de dor nas costas.

CENA 31. CENTRO DA CIDADE. RUA. EXT. DIA.

     Voltando do curso, Matheus encontra Alice e decide falar com ela.

MATHEUS: - Oi Alice.
ALICE: - Matheus? O que você quer?
MATHEUS: - Eu te vi passando, vim falar com você.
ALICE: - Mas eu não tenho nada pra falar contigo. (saindo)
MATHEUS (segurando o braço de Alice): - Ei! Espera Alice! Está assim por causa daquele dia no shopping?

      Alice olha firme para Matheus, que solta o braço dela.

ALICE: - Eu fiquei muito decepcionada, Matheus.
MATHEUS: - Entenda, Alice. Eu não queria fazer aquilo...
ALICE (com lágrimas): - Mas fez Matheus! Disse que eu era só mais uma... Como você pôde fazer isso comigo?!... Debochou, riu de mim na frente dos teus amiguinhos... Eu estava gostando de você, Matheus.
MATHEUS: - Eu agi sem pensar.
ALICE: - Agiu mal... E eu pensando, sonhando que você fosse diferente dos outros rapazes, mas pelo visto eu me enganei, mais uma vez...
MATHEUS: - Desculpa Alice! (segurando na mão dela) Isso não vai acontecer novamente. Eu prometo que da próxima vez...
ALICE (interrompendo Matheus): - Eu prometo? Próxima vez? Não vai ter próxima vez, Matheus.
MATHEUS: - Você não vai terminar nosso lance agora, não é? A gente a recém começou!
ALICE: - Mas eu já sofri bastante e não quero me machucar mais ainda.

     Alice vai embora.

MATHEUS (gritando): - Alice! Me deixa tentar! Me dá mais uma chance! A gente não pode acabar assim!

     Matheus fica olhando sua amada ir embora, cabisbaixo.

CENA 32. CASA BRENDA. FRENTE DA CASA. EXT. DIA.

     Rúbia apresenta o automóvel para a família.

GUTO (impressionado): - Nossa! Rúbia! É uma verdadeira máquina! Parece aqueles carros dos filmes!
RÚBIA: - E como nos filmes, é pra quem pode e não para quem quer.
JOAQUIM: - Por Deus, minha filha, como você comprou isso? Com que dinheiro?
RÚBIA: - Não tem dinheiro nenhum vô! Esse carro eu ganhei.
BRENDA: - Ganhou? De quem?
RÚBIA: - Numa loja. Comprei umas roupas, preenchi uns cupons e ganhei o sorteio.
BRENDA: - Mas que loja é essa?
RÚBIA: - Coisa fina, meu bem!... Mas então, gostaram do carro?

          Todos ficam a observar o veículo.

CENA 33. CASA BRENDA. QUARTO RÚBIA. INT. DIA.
                                 
     Rúbia está em seu quarto, acompanhada de Brenda.

RÚBIA: - Ah, Brenda! Eu preciso que você me ajude.
BRENDA: - O que houve? É sobre o carro, não é?
RÚBIA: Não, nada disso... O César me convidou para ir jantar na casa dele hoje. Ele quer por que quer que eu conheça os pais dele, para me apresentar como namorada. Já falou até em noivado!... Mas eu não sei que roupa eu coloco.
BRENDA (surpresa, sentando na cama): - Noivado?
RÚBIA (mexendo em algumas roupas no armário): - Sim. Qual o espanto?
BRENDA: - Você não acha um pouco rápido não, esse relacionamento de vocês? Você sabe se ele realmente gosta de ti? Se ele te ama?
RÚBIA: - É claro que ele gosta de mim e é claro que ele ama, Brenda! O que eu não estou entendo é esse seu interrogatório. Por que isso agora, Brenda?
BRENDA: - Por nada, Rúbia. Acontece que eu gosto de você e não quero que você sofra.
RÚBIA (abraçando Brenda): - Oh, minha irmã! O César é o homem da minha vida! Nunca ele iria me fazer sofrer. A gente se ama. Você está se preocupando a toa... Ou será que está com ciúmes?
BRENDA: - Eu com ciúmes? Você só pode estar brincando, Rúbia...
RÚBIA: - Claro que está com ciúmes! Você ficou toda sem jeito aquela noite do jantar aqui em casa, agora esse interrogatório todo... É ciúmes Brenda!... (risos) Como eu não percebi antes... Minha irmã com ciúmes... Mas não se preocupa querida! Mesmo depois que eu casar, eu virei te visitar!
BRENDA (saindo do quarto): - Ta bom, ta bom, Rúbia...
RÚBIA: - A Brenda, com ciúmes do César? Quem diria... (risos)

CENA 34. BEST FISH. SALA LEANDRO. INT. DIA.

     Tomás e Leandro conversam.

TOMÁS: - Com certeza vai dar tudo certo. Os empresários norte-americanos demonstraram confiança também.
LEANDRO: - E eu não duvido disso! Doutor Alberto é um bom articulador, não vai deixar esse contrato de dez milhões de dólares sair pela janela.

     Nesse instante, Mônica entra no local para arrumar alguns papéis. Mônica troca olhares com Leandro, que tenta disfarçar mas não consegue. Mônica sai da sala.

TOMÁS: - É impressão minha, ou a Mônica te deu uma boa olhada poderosa?
LEANDRO: - É impressão sua, pura impressão... A Mônica? Jovem desse jeito dando olhadinhas pra um cara como eu? Não...
TOMÁS: - Tem razão... Essa história seria mais coerente se fosse o “Lobo Mal” de olho na “Chapeuzinho”. (risos)
LEANDRO (risos): - Se a Vera escuta isso ela fica louca! Me mata!

           Os riem da situação.

CENA 35. CALÇADÃO PRAIA REAL. QUIOSQUE. INT. DIA.

     Num quiosque na praia, Fredy e Lílian conversam sobre as ameaças dos pescadores ilegais.

LÍLIAN: - Eu estou com medo, Fredy! Tenho medo que eles façam alguma coisa contra o projeto, contra a gente!
FREDY: - Eu também tenho medo, mas a gente também não pode deixar que eles façam isso com a nossa praia.
LÍLIAN: - A gente tem que falar com César...
FREDY: - É melhor não, Lílian. Não vamos preocupá-lo com esse problema.
LÍLIAN: - Mas ele precisa saber!
FREDY: - Eu sei, mas talvez não seja preciso que ele saiba agora. Vamos esperar mais um pouco. Talvez aqueles caras só fizeram isso pra botar medo mesmo. É provável que nem façam nada contra a gente nem contra o projeto.
LÍLIAN: - Será Fredy? Não sei não...
FREDY: - Vamos ficar tranqüilos e deixar o César de fora nessa história...

CENA 36. CASA ALBERTO. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

     Tânia está ao telefone, falando com César, que está no projeto ambiental.

TÂNIA: - Sim, meu filho. Fico surpresa com isso, sabia?
CÉSAR: - Surpresa por que, mãe? Não há motivos pra isso...
TÂNIA; - Como não há motivos para ficar surpresa, César? Você nem me disse que estava namorando, esses dias que me falou, muito rapidamente. Agora diz que vai trazer a namorada pra jantar aqui...
CÉSAR: - Sim, foi rápido mesmo... Mas hoje você vai conhecer ela... Tem que estar tudo muito bem, mãe.
TÂNIA: - Pode deixar... Vou providenciar tudo, não se preocupe.
CÉSAR: - Sabia que você ia se interessar.
TÂNIA: - É, pelo menos assim vou ter você pra jantar comigo, com seu pai, em família!
CÉSAR: - Nossa, quanto drama, dona Tânia!
TÂNIA: - Drama? É a realidade de uma mãe, César!
CÉSAR: - Tudo bem, tudo bem... Nos falamos logo mais a noite, está bom?
TÂNIA: - Está bem, meu filho. Até mais.

     Tânia desliga o telefone e nesse instante, Felipe entra na sala.

TÂNIA: - Você não acredita no que eu acabo de ouvir.
FELIPE: - O que foi?
TÂNIA: - César, acabou de ligar. Vai trazer a nova namorada para jantar aqui em casa.
FELIPE: - Nossa, que surpresa!
TÂNIA: - É bom que seja uma moça direita... No mínimo com um bom patrimônio.
FELIPE: - Mas tia, me conta uma coisa... Aquela hora lá na cozinha, você não me falou o motivo de tanta raiva da Marina...

            Tânia encara Felipe.

FELIPE: - A Marina sabe de alguma coisa? Algum segredo seu, algo que eu também não sei?

          Tânia fica sem reação diante da indagação de Felipe.

                   FIM DO CAPÍTULO


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