Toda casa de Deus é selada pelo amor, confiança e pela fé. Uns a idolatram como se fora a própria Terra
Santa, outros como se fosse seu local de sossego e reflexão. O Catolicismo se
voltou muito polêmico, na verdade, este sempre foi seu marco na história da
humanidade. Polemizar é a obra “divina” da Igreja Católica.
Flash’s – Cidade em movimento – Trânsito caótico – Calor
enlouquecedor...
(Vila de São João Batista,
Zona Rural - 15h):
- O Padre Ricardo já tá chegando, ele vai adorar conhecer os
preparativos do nosso retiro. – Falou Matheus, um jovem de 17 anos ‘fiel’ a sua
igreja. O jovem se encontrava no salão enorme, que já estava parcialmente
decorado com flores, balões e faixas religiosas. Estava acompanhado por mais
quatro jovens, uma delas: Ana, a qual durante esses cinco capítulos você irá
conhecê-la de formas extremas. – Será
que ele tá lembrado do caminho pra chegar até aqui? – Disse o rapaz fixando um
cartaz na parede.
Naquele momento, Ana se prontificou. Com sua calça um pouco que justa, e sua blusa
de xadrez, ela largou as fitas que decoravam os arranjos.
- Se tu quiser eu desço a serra e vou ao encontro do Padre... –
Ana era a típica garota ‘prestativa’ e que sua beleza encantava a todos. Olhos
cor de mel, cabelo com tons dourados, e um corpo normal de uma garota de sua
idade.
Matheus não se incomodou e a menina desceu a serra. Por volta
das 16h30 chegava a serra o Padre. Saltando de euforia, Ana acenava para o Pe.
Ricardo... O seu sorriso era perfeito, e seu cabelo balançava de forma única.
O carro foi perdendo velocidade, e os vidros daquele maravilhoso
Duster vinho parava bem devagar. Com óculos escuros, e os cabelos ondulados, o
Padre saudou Ana.
- Ora, que surpresa! Você deve ser a Ana, filha de Dona Rojú. –
O Padre sorriu. – Vamos, entre! Subiremos a serra juntos. – Ana não pensou duas vezes, e claro, que já
foi pinoteando dentro do belíssimo carro.
- Nossa, Padre, - Ana iniciou, mas o Padre interrompeu. – Por
favor, quando estivermos sozinhos, apenas me chame de Ricardo – Disse o Padre.
[ Sim, continuaremos identificando-o como Padre, porque sim!] Ana continuou. –
que carro hein! Ele é muito grande, acho muito bonita coisa grande. Valorizam
as pessoas.
O Padre não perdeu tempo, e logo já soltou a primeira.
- Existem coisas bem maiores e surpreendentes que este carro. –
Ela não desviara o olhar para ela, apenas seguiu com seu sorriso ‘sexy’ e
olhando em frente.
Logo Ana se calou por uns instantes.
- E você, Ana. O que esta fazendo da vida? - Perguntou o Padre.
- Agora me preparo para ir à faculdade. Pretendo ser
publicitária. – Respondeu.
O carro voltou a perder velocidade, e o padre olhou para a
menina.
- Sinta-se a vontade de ficar em minha casa, caso a faculdade
seja na cidade. – O Padre voltou a velocidade padrão – Tem uma piscina e a casa
fica frente ao mar. À uma quadra fica o Shopping, perto também da MC Donalds e,
sabe aquela empresa que tá se distribuindo igual pulga? – Ele parou e pensou em
segundos – Ah! Mr. Mix Shakes... Só Milk-shakes. Confesso que são
maravilhosos...
A conversa rendia, e Ana não conseguia desgrudar os olhos
daquele homem, de seus 37 anos, cabelo negro e uma barba que o deixava mais que
sedutor. A serra parecia ser na Inglaterra!
[Ao descrever esta cena, eu mesmo me cansei! Foram tantos
movimentos sexys e indescritíveis! Desde um olhar, ao movimento da troca de
machas... Chega!].
- O que é aquilo ali? Uma caverna? – O Padre brecou o carro.
- Ah! É a caverna do Sol. Dizem que ali o Sol jorra raios por
volta das 17h...
- Espera! – Disse o Padre. – Já são 17h10 – Ele olhou no
relógio, acelerou o carro e virou à esquerda. – Vamos, quero conhecer!
Ana gelou, mas não se negou aquele desejo.
O caminho era interessante, alguns arbustos e pedras diferentes,
como se elas brilhassem mesmo! O diferencial, é que elas não eram ouro, muito
menos algo valioso. Na metade do caminho [ Sem contar que o caminho já era
curto], o Padre desabotoou as mangas da camisa. Sua camisa de linho, hiper bem
passada, na Cor lilás, já se mostrava ser bastante cara para as condições de
vida daquela região. – Tá começando a
esquentar, né? Será que já estamos pertos? – Disse o padre enquanto dobrava de
forma ‘trágica’ uma das mangas. – Ah!
Por favor, você pode dobrar esta manga pra mim? – Disse o Padre entregando o
braço direito para Ana, enquanto segurava a direção com o braço esquerdo.
- Claro. – Ana tomou aquele braço forte, como se fosse um braço
de um atleta, os músculos marcavam na camisa. – Já estamos pertos... – A voz
falhou de nervosa. – Só basta virar à próxima. Mas, não podemos nos atrasar, o
retiro começa pontualmente às 19h, e o senhor ainda tem que jantar. –
- Ana, não se preocupe. Vamos com calma meu bem. Se você quiser
voltar, é só falar. –
Ele aproximou o seu rosto um pouco do rosto de Ana, e os dois se
olharam olho a olho.
Uma pedra no caminho fez o carro saltitar, a área era um pouco
deserta, e a noite já caia aos poucos.
- Droga! – Disse o Padre saltando de susto dentro do carro.
Ana deu um meio sorriso, e olhou o horizonte.
(Salão da igreja – 17h30 da
tarde):
- Ora! Onde que Ana se meteu com esse Padre? – Matheus estava
agoniado, terminou de esticar a ultima cortina e enxugou o suor. – Acho que vou
atrás deles! –
Enquanto terminava de calçar a chinela, ele conversou algumas
palavras com sua tia, Rute.
[Não me pergunte o que conversavam, só é pra deixar a cena um
pouco mais interessante. Agora, curiosos, podemos voltar lá pra Caverna do
Sol...]
Caverna do Sol – Mesma hora da cena acima.
- Pronto, chegamos! – Disse Ana.
Os dois desceram do carro, e deram alguns passos para entrar na
caverna. Sim, de fato era deslumbrante. Não pelo fato de ter raios solares.
[Seria algo impossível, eu acho! Uma vez que eu particularmente nunca ouvi nem
vi algo do tipo! Mas... Finjamos que é só uma lenda!].
- Você já veio aqui? – Perguntou o Padre.
- Nunca. Primeira vez. – Respondeu Ana, um pouco tímida por
estar a sós com um homem àquela hora.
- Cadê os raios Ana? – Ele entrou na caverna e procurava os
raios, mas não os encontrava. – Talvez
se você buscasse lá nos fundos... Aqui ainda estar claro. – Ele transpassou os
braços por cima dos ombros de Ana. – Tem coragem de ir lá?
- Claro! – Ana não pensou duas vezes, ela se empolgou, já que
ela gosta de se aventurar na natureza.
Os dois entraram naquela gruta, caverna, seja o que for. E, escurecia
cada vez mais.
- Ana, querida. Porque você não vai ao carro buscar minha câmera
e minha lanterna no porta-malas? – Ele entregou as chaves do carro.
Ana voltou até o lado de fora da caverna e se dirigiu ao carro.
Entrou e buscou nos bancos de trás pela câmera. Achou e saiu para abrir o
porta-malas. A lanterna não estava nos bancos do carro nem no porta-luvas. Ela
abriu o porta-malas, e como uma menina ansiosa e animada pela aventura, abriu
de vez. Seu rosto tinha uma expressão
pasma, ela não acreditara no que via! Era impossível. Os olhos dela brilhavam e
logo a menina começou a tremer. Ela não
pensou duas vezes, pegou a lanterna rapidamente, e...
- Ana? – O Padre estava fora da Caverna. [Ana tremeu mais].
- Ana? – Agora chegara ao local, Matheus.
Mais pasma ainda, ela não pensou duas vezes, o tempo que ela
ouviu o último ‘Ana’ entoado por Matheus, ela de forma ‘fast’, desceu a tampa
do porta-malas.
Fim do primeiro capítulo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário