segunda-feira, 6 de julho de 2015

Episódio 1: Prazer, Amém (ESTREIA)

Toda casa de Deus é selada pelo amor, confiança e pela fé.  Uns a idolatram como se fora a própria Terra Santa, outros como se fosse seu local de sossego e reflexão. O Catolicismo se voltou muito polêmico, na verdade, este sempre foi seu marco na história da humanidade. Polemizar é a obra “divina” da Igreja Católica.
Flash’s – Cidade em movimento – Trânsito caótico – Calor enlouquecedor...
(Vila de São João Batista, Zona Rural - 15h):
- O Padre Ricardo já tá chegando, ele vai adorar conhecer os preparativos do nosso retiro. – Falou Matheus, um jovem de 17 anos ‘fiel’ a sua igreja. O jovem se encontrava no salão enorme, que já estava parcialmente decorado com flores, balões e faixas religiosas. Estava acompanhado por mais quatro jovens, uma delas: Ana, a qual durante esses cinco capítulos você irá conhecê-la de formas extremas.  – Será que ele tá lembrado do caminho pra chegar até aqui? – Disse o rapaz fixando um cartaz na parede. 
Naquele momento, Ana se prontificou.  Com sua calça um pouco que justa, e sua blusa de xadrez, ela largou as fitas que decoravam os arranjos.
- Se tu quiser eu desço a serra e vou ao encontro do Padre... – Ana era a típica garota ‘prestativa’ e que sua beleza encantava a todos. Olhos cor de mel, cabelo com tons dourados, e um corpo normal de uma garota de sua idade.
Matheus não se incomodou e a menina desceu a serra. Por volta das 16h30 chegava a serra o Padre. Saltando de euforia, Ana acenava para o Pe. Ricardo... O seu sorriso era perfeito, e seu cabelo balançava de forma única.
O carro foi perdendo velocidade, e os vidros daquele maravilhoso Duster vinho parava bem devagar. Com óculos escuros, e os cabelos ondulados, o Padre saudou Ana.
- Ora, que surpresa! Você deve ser a Ana, filha de Dona Rojú. – O Padre sorriu. – Vamos, entre! Subiremos a serra juntos.  – Ana não pensou duas vezes, e claro, que já foi pinoteando dentro do belíssimo carro.
- Nossa, Padre, - Ana iniciou, mas o Padre interrompeu. – Por favor, quando estivermos sozinhos, apenas me chame de Ricardo – Disse o Padre. [ Sim, continuaremos identificando-o como Padre, porque sim!] Ana continuou. – que carro hein! Ele é muito grande, acho muito bonita coisa grande. Valorizam as pessoas.
O Padre não perdeu tempo, e logo já soltou a primeira.
- Existem coisas bem maiores e surpreendentes que este carro. – Ela não desviara o olhar para ela, apenas seguiu com seu sorriso ‘sexy’ e olhando em frente.
Logo Ana se calou por uns instantes.
- E você, Ana. O que esta fazendo da vida? - Perguntou o Padre.
- Agora me preparo para ir à faculdade. Pretendo ser publicitária. – Respondeu.
O carro voltou a perder velocidade, e o padre olhou para a menina.
- Sinta-se a vontade de ficar em minha casa, caso a faculdade seja na cidade. – O Padre voltou a velocidade padrão – Tem uma piscina e a casa fica frente ao mar. À uma quadra fica o Shopping, perto também da MC Donalds e, sabe aquela empresa que tá se distribuindo igual pulga? – Ele parou e pensou em segundos – Ah! Mr. Mix Shakes... Só Milk-shakes. Confesso que são maravilhosos...
A conversa rendia, e Ana não conseguia desgrudar os olhos daquele homem, de seus 37 anos, cabelo negro e uma barba que o deixava mais que sedutor. A serra parecia ser na Inglaterra!
[Ao descrever esta cena, eu mesmo me cansei! Foram tantos movimentos sexys e indescritíveis! Desde um olhar, ao movimento da troca de machas... Chega!].
- O que é aquilo ali? Uma caverna? – O Padre brecou o carro.
- Ah! É a caverna do Sol. Dizem que ali o Sol jorra raios por volta das 17h...
- Espera! – Disse o Padre. – Já são 17h10 – Ele olhou no relógio, acelerou o carro e virou à esquerda. – Vamos, quero conhecer!
Ana gelou, mas não se negou aquele desejo.
O caminho era interessante, alguns arbustos e pedras diferentes, como se elas brilhassem mesmo! O diferencial, é que elas não eram ouro, muito menos algo valioso. Na metade do caminho [ Sem contar que o caminho já era curto], o Padre desabotoou as mangas da camisa. Sua camisa de linho, hiper bem passada, na Cor lilás, já se mostrava ser bastante cara para as condições de vida daquela região.  – Tá começando a esquentar, né? Será que já estamos pertos? – Disse o padre enquanto dobrava de forma ‘trágica’ uma das mangas.  – Ah! Por favor, você pode dobrar esta manga pra mim? – Disse o Padre entregando o braço direito para Ana, enquanto segurava a direção com o braço esquerdo.
- Claro. – Ana tomou aquele braço forte, como se fosse um braço de um atleta, os músculos marcavam na camisa. – Já estamos pertos... – A voz falhou de nervosa. – Só basta virar à próxima. Mas, não podemos nos atrasar, o retiro começa pontualmente às 19h, e o senhor ainda tem que jantar. –
- Ana, não se preocupe. Vamos com calma meu bem. Se você quiser voltar, é só falar. –
Ele aproximou o seu rosto um pouco do rosto de Ana, e os dois se olharam olho a olho.
Uma pedra no caminho fez o carro saltitar, a área era um pouco deserta, e a noite já caia aos poucos.
- Droga! – Disse o Padre saltando de susto dentro do carro.

Ana deu um meio sorriso, e olhou o horizonte.
(Salão da igreja – 17h30 da tarde):
- Ora! Onde que Ana se meteu com esse Padre? – Matheus estava agoniado, terminou de esticar a ultima cortina e enxugou o suor. – Acho que vou atrás deles! –
Enquanto terminava de calçar a chinela, ele conversou algumas palavras com sua tia, Rute.
[Não me pergunte o que conversavam, só é pra deixar a cena um pouco mais interessante. Agora, curiosos, podemos voltar lá pra Caverna do Sol...]
Caverna do Sol – Mesma hora da cena acima.
- Pronto, chegamos! – Disse Ana.
Os dois desceram do carro, e deram alguns passos para entrar na caverna. Sim, de fato era deslumbrante. Não pelo fato de ter raios solares. [Seria algo impossível, eu acho! Uma vez que eu particularmente nunca ouvi nem vi algo do tipo! Mas... Finjamos que é só uma lenda!].
- Você já veio aqui? – Perguntou o Padre.
- Nunca. Primeira vez. – Respondeu Ana, um pouco tímida por estar a sós com um homem àquela hora.
- Cadê os raios Ana? – Ele entrou na caverna e procurava os raios, mas não os encontrava.  – Talvez se você buscasse lá nos fundos... Aqui ainda estar claro. – Ele transpassou os braços por cima dos ombros de Ana. – Tem coragem de ir lá?
- Claro! – Ana não pensou duas vezes, ela se empolgou, já que ela gosta de se aventurar na natureza.  Os dois entraram naquela gruta, caverna, seja o que for. E, escurecia cada vez mais.
- Ana, querida. Porque você não vai ao carro buscar minha câmera e minha lanterna no porta-malas? – Ele entregou as chaves do carro.
Ana voltou até o lado de fora da caverna e se dirigiu ao carro. Entrou e buscou nos bancos de trás pela câmera. Achou e saiu para abrir o porta-malas. A lanterna não estava nos bancos do carro nem no porta-luvas. Ela abriu o porta-malas, e como uma menina ansiosa e animada pela aventura, abriu de vez.  Seu rosto tinha uma expressão pasma, ela não acreditara no que via! Era impossível. Os olhos dela brilhavam e logo a menina começou a tremer.  Ela não pensou duas vezes, pegou a lanterna rapidamente, e...
- Ana? – O Padre estava fora da Caverna. [Ana tremeu mais].
- Ana? – Agora chegara ao local, Matheus.
Mais pasma ainda, ela não pensou duas vezes, o tempo que ela ouviu o último ‘Ana’ entoado por Matheus, ela de forma ‘fast’, desceu a tampa do porta-malas.

Fim do primeiro capítulo.

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